Publicado por: Marcelle Sansão em: 02/10/2009
Quinze minutos de fama. A princípio, é por esse tempo que lutam as chamadas precipitadamente de celebridades. Depois, o tempo que permanecerem à frente dos holofotes é lucro. Houve uma época em que as pessoas se esforçavam para serem realmente boas em algo e, aí sim, serem creditadas com a fama merecida. Nos tempos de hoje, a atividade na qual muitos se especializam é exatamente o tentar ser famoso, seja indo fantasiado à platéia do Faustão, cantando propositalmente sem afinação nas audições do Ídolos, tirando a roupa na platéia do Big Brother ou mesmo se inscrevendo no reality show.
Mas para quê ser famoso? Para ganhar dinheiro, é lógico. Muitos pensam assim. Afinal, a garota de c
oxas fartas que se exibia de biquini 24 horas por dia tem a conta bancária tão recheada, ou mais, do que a do campeão do Big Brother Brasil. Uma vez sob as lentes, um trabalho puxa o outro – campanhas publicitárias, posar sem roupa, desfilar em determinada escola de samba – e, quando menos esperam, as figuras dos quinze minutos de fama já estão dando autógrafos nas ruas há meses. Isso se transformou em um negócio, uma indústria de celebridades.
O caminho para o sucesso se inverteu. Não é mais o público que julga se determinada pessoa é celebridade ou não, se merece aplausos ou não. Ao contrário, agora são as “celebridades” que correm atrás dos fãs, buscando se adequar ao julgamento da audiência, praticamente oferecendo autógrafos e aparições. E, nos pouquíssimos momentos em que o público ainda se dá ao luxo de eleger seus ídolos, o faz sem critérios, exibindo claramente a defasagem de conteúdo das atuais gerações.
Quem não se lembra da Sônia do “iutubiu” – ou You Tube, para os mais sabidos? Uma pessoa humilde, que simplesmen
te tem problemas para pronunciar a língua inglesa – como se isso fosse alguma obrigação dela – e, por isso, é ridicularizada pelos internautas, virando a sensação da internet. Será que ela ficou feliz com os meios desse seu sucesso online? Ou pior, será que alguém chegou a perguntar o que ela achava disso? Provavelmente não. Transformar em ídolos simples cidadãos que cometem erros, como a nutricionista Ruth Lemos, do “sanduíche íche”- que se atrapalhou com o retorno do áudio – é fomentar o surgimento do ridículo. Propositalmente, outros vídeos dignos de riso pipocaram na web: a música “A Thousand Miles”, de Vanessa Carlton, virou “Eu sou Stefhany”, na voz de uma menina qualquer; a frase “as árvores somos nós” virou a animação “as arverez somos nozes”, e por aí vai.
Essa distorção de valores tornou-se comum, corriqueira e, até mesmo, cool. A chamada sociedade do espetáculo agora já é estudo de profissionais da psicologia ou da comunicação. “O famoso” tornou-se “o forçado”, o digno de méritos, transformou-se em “eu morreria para entrar no BBB” e, diariamente, surgem aos montes mais exemplos do ridículo, principalmente na televisão e na internet. Mas esses estudos têm futuro – e como têm –, pois essa indústria de celebridades não parece estar próxima do fim. Muito pelo contrário, ainda renderá muitas risadas aos intelectuais e às verdadeiras celebridades, talentosas e dignas de aplausos.
Imagens: reprodução
Publicado por: Evandro Pimentel em: 18/09/2009
Acontece no próximo domingo, dia 20, a entrega dos prêmios Emmy, o Oscar da TV americana. A cerimônia, realizada anualmente pela Academia Americana de Artes e Ciências da Televisão dos EUA, terá sua edição 2009 realizada no Shrine Auditorium, em Los Angeles. A festa será televisionada no Brasil pelo canal pago Sony, a partir das 21h. Mas quem quiser conferir a chegada dos astros pode ligar o televisor já às 19h.
As séries dramática “Mad Men” e cômica “30 Rock”, as grandes vencedoras do ano passado, receberam o maior número de indicações este ano (16 e 22 respectivamente). Uma das surpresas este ano foi a indicação de “Family Guy” na na categoria de melhor série de comédia. Desde 1961 uma série de animação não era indicada a um Emmy.

Publicado por: Acruzdemelo em: 18/09/2009

Julian Casablancas
O vocalista dos The Strokes, Julian Casablancas, resolveu abrir as asas em seu primeiro vôo solo. O descabelado cantor e compositor inglês disponibilizou nessa sexta-feira a versão streaming de seu primeiro álbum intitulado ‘Phrazes for the young’.
No My Space do artista já é possível escutar uma das novas faixas, “11th dimension”.
Além de Julian, outros tres membros da banda já experimentaram projetos paralelos. São eles o guitarrista Albert Hammond que já lançou dois projetos solo (2006 e 2008), o baterista da banda, o brasiliero Fabrizio Moretti, que assumiu a guitarra e os backing vocals da multinacional Little Joy e o baixista Nikolai Fraiture que lançou em janeiro desse ano seu primeiro trabalho longe os outros companheiros.
A versão em mídia concreta da obra deve ser lançada na Europa e nos EUA no final de Outubro.
Publicado por: Marcelle Sansão em: 06/07/2009
Fama e obsessão
O cineasta Alfred Hitchcock se ressentia abertamente do sucesso das grandes estrelas, de seus salários e privilégios. Chegou, até mesmo, a dizer que os atores deveriam ser tratados como gado, e sempre manteve relações complexas com as lendárias atrizes Grace Kelly, Kim Novak e Tippi Hedren. Baseado nessas e em outras histórias que envolvem o mestre do suspense, Donald Spoto, autor de outros dois livros sobre Hitchcock, examina a vida desse gênio do cinema, seu casamento não-convencional e suas obsessões, e acaba escrevendo sobre um tema triste: o[ egoísmo destruidor.
Informações: Fascinado pela beleza – Alfred Hitchcock e suas atrizes (Editora Larousse), Donald Spoto, 318 pág., www.larousse.com.br
Publicado por: Marcelle Sansão em: 06/07/2009
Do auge à decadência
Raul sempre amou sua profissão de repórter, e no campo amoroso também sempre se deu bem. Mas a vida tinha outros planos para o jornalista, que acabou perdendo sua segunda mulher e, logo em seguida, o seu emprego. O vazio causado pelos problemas levou Raul a se envolver com perigos e promiscuidade, passando a trabalhar como cafetão. O autor aproveita as contradições da realidade brasileira para contar como um homem apaixonado pela ética jornalística se tornou um agenciador de prostitutas.
Informações: A segunda vez que te conheci (Editora Objetiva), Marcelo Rubens Paiva, 192 pág., www.objetiva.com.br
Publicado por: Marcelle Sansão em: 06/07/2009
Aventura sentimental com muitas risadas
Abandonada pelo marido, Hallie Pierpont resolve descobrir onde estão os homens que já passaram pela sua vida e com os quais não se casou. Investigando se realmente valeu à pena não levá-los ao altar, ela descobre que Eric tornou-se milionário; Barry agora é um líder espiritual que se dedica à meditação; e Kevin é fotógrafo submarino, que está trabalhando no último filme de Angelina Jolie. Durante sua aventura, a personagem proporciona boas risadas.
Informações: Os homens com quem não me casei (Editora Record), Janice Kaplan e Lynn Schnurnberger, 400 pág., www.record.com.br
Publicado por: Marcelle Sansão em: 06/07/2009
Além da música
O consagrado cantor agora ataca de escritor e integra, mais uma vez, a lista de leituras indicadas pela mídia. Depois de Estorvo, Benjamim e Budapeste, Chico Buarque fala sobre um homem muito velho em um leito de hospital e descreve a decadência social e econômica de sua tradicional família. Em um monólogo, o personagem conta a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses e apresenta ao leitor uma visão pessimista da sociedade brasileira.
Informações: Leite derramado (Editora Cia. das Letras), Chico Buarque, 200 pág., www.companhiadasletras.com.br
Publicado por: Marcelle Sansão em: 06/07/2009
Hábitos de um povo saudável
Acompanhando a realidade de uma família da Tailândia, que praticamente vive do que planta, o leitor faz uma viagem pela cozinha do país. Narrado na pessoa da mãe, Punk, o livro conta como é a rotina dos moradores de sua pequena aldeia e revela o quão rica e saudável é a alimentação dos tailandeses, que não se privam, comem em pequenas quantidades e, segundo os turistas, passam o dia inteiro mastigando.
Informações: A cozinha tailandesa (Editora Larousse), Sirikit Thai, 124 pág., www.larousse.com.br
Publicado por: Acruzdemelo em: 17/04/2009

Uma das personagens mais polêmicas que o mundo já conheceu. Figura odiada por muitos e idolatrada por muitos outros, Che Guevara talvez seja a personagem histórica que mais concentra opiniões polarizadas a seu respeito. É dessas polarizações e relações de amor e ódio com o mundo que surge o mito do revolucionário que hoje é ícone tanto do comunismo quanto do consumismo capitalista.
É sobre essa idéia do mito “Che” que o autor Rodolfo Lorenzato desenvolve a biografia intitulada: “Dossiê Che Guevara”, na qual busca fazer um relato da vida e das influências que Ernesto Guevara teve e que transformaram o jovem estudante de medicina em um dos principais líderes guerrilheiros das Américas, inspirador de tantas revoluções, Deus e Diabo em um só homem.
O autor começa sua narrativa com a morte do revolucionário, lembrando a importância e as dimensões que o mito de sua figura tomou ao redor do mundo nas décadas posteriores. Em seguida, narra os primeiro anos de vida de “Ernestinho”, sua infância em Rosário e constantes mudanças de residências acompanhando sua família. É a família, aliás, o principal foco do autor ao relatar esse período da vida do jovem Che. Segundo ele, as aspirações feministas de sua mãe, o “anti-fascismo” de seu pai e os freqüentes conflitos amorosos entre os dois, foram as principais fontes que inspiraram a formação psicológica e intelectual do revolucionário.
As viagens, a princípio de auto-descobrimento e depois de aprimoramento político e ideológico, são descritas em boa parte dos capítulos intermediários do livro. Nelas, o jovem estudante de medicina descobre os principais amores de sua vida e tem contato com temas que lhe despertam profundo interesse: economia e política, além da mistura desregulada entre os dois, e que se identifica como o principal alvo das críticas de Che: a injustiça social.
Rodolfo conta como Che foi uma peça importantíssima na aproximação política de Cuba com a URSS e como, depois de instituído o comunismo na ilha, o guerrilheiro (então ministro de Cuba) partiu para outros países tentando espalhar a chama revolucionária que carregava consigo, sendo capaz de abandonar, por diversas vezes, sua família e amigos. Foi em uma dessas missões, fugindo de tropas do exército boliviano instruídas pela CIA, que Ernesto Guevara foi capturado e assassinado, dando origem ao mártir que se eternizou como símbolo da luta comunista.
No trecho de carta a seguir, o ainda jovem Ernesto explica para sua mãe a experiência que teve na Guatemala:
“Tudo aconteceu com num sonho maravilhoso, a que a gente se aferra depois de ter despertado. A realidade está batendo em muitas portas e a gora pode-se ouvir o som dos tiros, as recompensas para os partidários mais fervorosos do ancien regime”.
Rodolfo Lorenzato se mostra bastante apaixonado pelo “espírito aventureiro” de Che, e transmite essa paixão para seus leitores, que se tornam capazes de “vivenciar”, ainda que no plano da imaginação, as experiências vividas pelo revolucionário barbado.
Publicado por: Evandro Pimentel em: 03/04/2009